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Palavras

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"Quem não vê bem uma palavra, não pode ver bem uma alma" F. Pessoa



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tempo, tempo, tempo...

Hoje estive pensando: quantas coisas já não faço por não ser mais uma criança.
O tempo é mesmo algo estranho: sempre presente, a linha temporal da vida vai se desenrolando, sem um aparente fim. Mas ao olharmos para trás, percebemos quanto tudo mudou, quanto tempo passou.
No início dessa noite, ao som de uma tempestade, me peguei pensando... Já não tenho o medo dos raios e trovões que me faziam tremer e pedir para segurar a mão de minha mãe. Já não conto os segundos para saber a que distância o tal raio caiu... Também é raro olhar pelo vidro do carro ou do ônibus para ver o desenho do sol passando pelas árvores. Não presto atenção nos desenhos das nuvens, ou me espanto por ver um bichinho no chão... Não leio livros com mais figuras do que palavras, não fecho os olhos para saborear uma simples colherada de sorvete e não tenho medo de balançar muito alto ou medo  do  terrível monstro que vive embaixo da minha cama.                                                                  Ao invés disso tenho horários e metas para cumprir, trabalho a fazer,  livros sem figuras para ler, obrigações... E o tempo tem me dado cada vez menos tempo para dizer EU TE AMO...

Nos adaptamos, pois não há como refrear o tempo.

Então, desejo a simplicidade de uma criança e a descoberta diária do mundo para encarar a vida adulta com mais alegria e amor... e dessa maneira, estar sempre maravilhada e atenta ao que me cerca.

Por isso, concordo com Antoine de Saint-Exupéry que escreveu em meu livro favorito, O Pequeno Príncipe:

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos".

 Poucos são os adultos que conseguem ver o mundo com tal sensibilidade, através do tempo.  Desejo ser um desses adultos (com alma simples de criança e olhar aguçado do coração).




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