Há momentos em que a inspiração não vem. Não aparece. Não dá o ar da graça.
E a gente tem um monte de coisa na cabeça, e nenhuma ideia deseja sair do aconchego de onde se escondeu.
Não vendo a luz do dia há tempos, a inspiração só quer ficar quietinha, sem se mover.
Com tantas possibilidades, fica difícil se dividir em tanto, e dar conta de tudo... Como fazer tudo isso que sinto deslizar para o papel?
Mas, nessas surpresas da vida, a inspiração resolve ver a luz do dia.
Ela se espreguiça, toma um bom banho e se arruma. Deseja ver a vida, e voltar à ativa.
Afinal, o que ela tem a perder? O que está esperando?
Uma cena de filme, um barulho, um olhar, um sorriso. Uma canção. A risada da pessoa ao lado. O papo ao telefone. Um livro. A frase que faz seu dia começar bem. Ou a gota que o faz terminar mal. A chuva que cai. Sol que brilha, criança que ri. Um amigo, O Amor, uma foto... um sabor, um gole, um beijo, um toque.
É por isso e muito mais que ela precisa vir à tona. Como desperdiçar tudo isso?
A vida bate à porta e deixamos ela ir, sem atender.
A vida bate à porta e deixamos ela ir, sem atender.
Dar asas à inspiração é deixá-la entrar, iluminando tudo, revirando tudo, abraçando tudo...
Mãos à obra, então? ;)
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