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Palavras

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"Quem não vê bem uma palavra, não pode ver bem uma alma" F. Pessoa



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Um texto.



Me peguei diante da página em braco.
E agora, o que fazer? Por onde começar?
Testa franzida, cérebro pensando... neurônios se esforçando para ter a fagulha de inspiração. E nada.
Linhas prontas para ganhar vida.
E nada.
Nada por aqui. Nem por aí. Acolá. Ali.
Nenhuma ideia aparece. Nada dá o luxo de vir.
Por quê??? Por que elas não vêm?
Vou dar uma volta. Quem sabe eu consiga, então.
Vou...



...volto.
E nada.

Como colocar no papel essa angústia de ter mil e uma palavras gritando, gritando, mas que ao mesmo tempo se escondem de mim, em mim mesma ...?
Como conseguir traduzir tudo isso que eu tenho, agora, vontade de escrever, mas não sei como?
Balões prontos para ganhar os céus. Mas não há meios de deixá-los partir...! Nem sei suas cores!

Escrever não é fácil.
Não é nada simples ter um mundo de possibilidades e ao mesmo tempo, nada de inspiração para trazê-lo à tona:

"Poesia por acaso

Sem inspiração
estou agora.
Tento atiçar a imaginação
mas ela demora.
Não consigo pensar em algo
que faça rimas.
É como querer acertar o alvo
com a flecha apontada para cima.
Não acho um bom assunto
que se organize bem em versos.
Mesmo sabendo que no mundo
há mil assuntos diversos.
Que coisa chata,
não consigo imaginar.
Isso quase me mata, 
porque é horrível não poder pensar.
(...)"
(Clarice Pacheco)

Melhor por aqui me deixar ficar, esperando essa tal Inspiração... Tentando. Tentando... Afinal, "que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando."  (Pablo Picasso)

Quem sabe ela aparece, não é?

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